ARTIGOS

Medicina e sexualidade: primun non nocere

Os estudos de Alfred Kinsey (1948) sobre o comportamento sexual exerceram enorme influência nos valores sociais e culturais do mundo ocidental, com conceitos fundamentais para o entendimento da diversidade da expressão da sexualidade. Uma das conclusões reveladas pela pesquisa foi que a homossexualidade era o comportamento sexual exclusivo para 10% da população masculina. Isso permitiu que os médicos, apoiados por laboratórios farmacêuticos, empreendessem exaustivas e infrutíferas pesquisas na tentativa de reverter a homossexualidade, com a administração de doses maciças de hormônios androgênicos.

A síntese dos esteróides sexuais que resultou na ‘descoberta’ da pílula anticoncepcional – definindo o início da Revolução Sexual - permitiu que fossem feitas outras indicações para o emprego desses hormônios, acarretando incontáveis iatrogenias que variaram desde o desenvolvimento de raros tumores malignos no colo de útero de adolescentes a uma ‘epidemia’ de acidentes vasculares cerebrais e cardíacos em mulheres jovens e saudáveis...

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